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  Fundação Portuguesa das Comunicações | Laboratório de Interpretação Musical | 29 de Março | 18h30   voltar

Antonio Arias, flauta | Carlos Casadó, clarinete | Salvador Puig, violino | Enrique Ferrández, violoncelo | Gerardo López Laguna, piano | Jesús Villa-Rojo, direcção musical | Obras de A. Piazzolla, E. Halftter, R. Díaz, A. Bertomeu, J. Villa-Rojo, E. Igoa, C. A. Bernaola e I. Urrutia



Programa
Astor Piazzolla
Tango del diablo *

Ernesto Halffter
Habanera *

Rafael Díaz
Flamenco, op. 6 **

Agustín Bertomeu
Quinteto **

Jesús Villa-Rojo
Oración serena **

Enrique Igoa
Suite

Carmelo Alonso Bernaola
Homenaje GP **

Isabel Urrutia
Dharma **

*Versão realizada para o LIM
***Obra composta para o LIM


Antonio Arias (flauta), Carlos Casadó (clarinete), Salvador Puig (violino), Enrique Ferrández (violoncelo) Gerardo López Laguna (piano) e Jesús Villa-Rojo (direcção musical)


LIM – Laboratório de Interpretação Musical

O LIM (Laboratório de Interpretação Musical) foi fundado em Novembro de 1975 com o firme propósito de aprofundar o estudo e a interpretação da música do nosso tempo. Desde que foi apresentado em Madrid pelos seus membros fundadores (Esperanza Abad, Rafael Gómez Senosiain e Jesús Villa-Rojo), na presença do público e da imprensa, da rádio e da televisão, o LIM não mais cessou de enriquecer o seu trabalho cultural, tanto nas suas vertentes concertística, científica e pedagógica, como na qualidade de organizador de ciclos regulares de concertos. Madrid, Bilbau (Festival de Música do Século XX), Barcelona ou Pamplona, contam-se entre os muitos actos extraordinários em que este agrupamento participou dentro das fronteiras de Espanha (com presença regular nos Festivais Internacionais de Santander e de Granada, na Quinzena Musical de San Sebastián, em Salamanca, em Sevilha e em Málaga…) ou fora delas, com destaque especial para as frequentes digressões artísticas que levou a cabo pela Itália, França, Rússia e Hungria, às quais se juntam também e muito especialmente as que efectuou por Porto Rico, Cuba, México e Brasil.
A capacidade de adaptação do LIM a formações exigidas pela música de câmara contemporânea em condições de óptima qualidade interpretativa (Prémio Nacional do Disco) conferiu uma especial singularidade a cada uma das suas apresentações públicas. Essa singularidade formal tem ido desde o grupo de músicos da sua composição inicial até ao inovador quinteto de clarinetes, passando pela colaboração de artistas plásticos ou de vídeo, música electro-acústica, apresentação de solistas ou formações de câmara tradicionais.
A edição de discos (gravações para as etiquetas RCA, CBS, Dial, Movieplay, RTVE, SGAE, LIM-BBK, para além da criação de uma etiqueta própria, a LIM-Records) e de bibliografia, como os LIM 75-85, LIM 85-95 e LIM2mil (uma síntese da música contemporânea em Espanha), tem servido para complementar os seus propósitos difusores. O natural aspecto pioneiro da música de vanguarda inclui evidentemente o compromisso da apresentação de largas centenas de obras em estreia mundial, tanto em Espanha como no estrangeiro, em muitos casos escritas expressamente para este agrupamento.
O LIM, dirigido por Jesús Villa-Rojo, tem contado com nomes tais os de György Ligeti, Olivier Messiaen, Goffredo Petrassi e Karlheinz Stockhausen como membros honorários.
Entre os galardões que já recebeu podem distinguir-se, entre outros, o Prémio Nacional do Disco (Ministério da Cultura de Espanha), o Prémio da Revista Ritmo, o Prémio do Leitor da Revista CD Compact, o Prémio de Música de Câmara CD Compact e o Prémio de Interpretação da Associação Madrilena de Compositores.

Jesús Villa-Rojo
Nascido em Brihuega (Guadalajara), em 1940, formou-se no Conservatório Superior de Música de Madrid e na Academia Internacional de Santa Cecília de Roma, com diplomas e prémios em várias especialidades superiores e de aperfeiçoamento, como intérprete, compositor e investigador. Além disso, obteve inúmeros convites e bolsas de estudo provenientes de diversos países, o que contribuiu para desenvolver a sua produção, quer como compositor, quer como investigador. Entre os livros e artigos teóricos que escreveu e publicou destacam-se: El clarinete y sus posibilidades, Juegos gráfico-musicales, El clarinete actual, Lectura musical (1 e 2) e Notación y grafía musical en el siglo XX.
Tem participado regularmente em festivais de música na Europa e na América, em muitos dos quais tem dado pela primeira vez a ouvir obras suas e de outros compositores. Entre os principais galardões com que já foi distinguido merecem especial referência o Prémio «Koussevitzky», o Prémio «Béla Bartók», o Grande Prémio de Roma, o Prémio Nacional de Música (1973 e 1994), o Prémio «Siglo Futuro» e a Palma das Artes Francesa. Além disso, conta com uma importante produção discográfica (CBS, RCA, Naxos, Marco-Polo, Cramps Records, Stradivarius, Nova Musica, Hungaroton, e as séries BBK, LIM Records) a que se junta cerca de um milhar de gravações radofónicas efectuadas, tanto em Espanha como em outros países.
Foi director do Centro para a Difusão da Música Contemporânea do Ministério da Cultura de Espanha e dirigiu igualmente o Conservatório de Cuenca, grupos instrumentais e corais da Câmara Municipal de Madrid, os Cursos Internacionais de Música de Navarra, o Festival Internacional de Música Contemporânea de Alicante e o festival «Música en el Tiempo» de Barcelona. Refira-se ainda que integrou o Grupo de Investigação Instrumental do IRCAM do Centro Pompidou (Paris) e leccionou no Real Conservatório Superior de Música de Madrid. Actualmente dirige o Laboratório de Interpretação Musical (LIM) o Festival «BBK Músicas Actuales» do Museu Guggenheim de Bilbau e é vice-presidente da Fundação «Siglo Futuro». Em 2008 a Assembleia de Guadalajara atribui-lhe o título de «Filho Predilecto».

Iniciativa: Oficina Musical
Apoios: Fundação Portuguesa das Comunicações | Antena 2
Apoio à Divulgação: Instituto Cervantes
Produção: Juventude Musical Portuguesa
(JMP), 22-03-2010
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