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  Concerto in Memoriam Ramón Barce | Palácio Foz | 16 de Junho | 18h30   voltar

Oficina Musical |Carlos Alves,clarinete |Radu Ungureanu,violiono |Jed Barahal,violoncelo |Francisco Monteiro,piano

Ramón Barce
Nascido em Madrid a 16 de Março de 1928, Ramón Barce estudou no Real Conservatório Superior de Música daquela cidade, e na respectiva Universidade, onde, em 1956, se doutorou em Filologia e Letras. Inicialmente ligado à docência, com passagens por Albacete e Madrid na qualidade de catedrático de Literatura Espanhola, dedicou-se em paralelo à música, frequentando os Cursos Internacionais de Verão de Música Contemporânea, em Darmstadt, na República Federal da Alemanha, a fim de aperfeiçoar os seus conhecimentos junto de Olivier Messiaen e György Ligeti.
Enquadrado na chamada «Generación del 51», que conferiu à Espanha um lugar da maior relevância no panorama musical europeu, promoveu e pertenceu a agrupamentos tão importantes como o Nueva Música, do qual também fizeram parte, entre outros, Alberto Blancafort, Cristóbal Halffter e Antón Garcia-Abríl, e ZAJ, este de parceria com Juan Hidalgo, Walter Marchetti e Esther Ferrer. Além disso, foi director da revista e concertos Sonda e presidente da Associação de Compositores Sinfónicos Espanhóis.
A sua estética, inicialmente filiada no atonalismo, passou seguidamente à da música aleatória, e, a partir de 1966, com a criação do seu próprio sistema, a que deu o nome de «Sistema de Níveis», estabeleceu o seu próprio rumo, no qual é visível uma forte personalidade, alheia a preceitos e modas impostas. São neste domínio exemplares títulos tais como Parábola (quinteto de sopros), Las Quatro Estaciones, Obertura Fonética, Canadá Trio e a ópera Los Bárbaros.
No domínio da divulgação de obras de teoria musical no seu país, são de referir as traduções que fez para castelhano do Tratado de Harmonia de Arnold Schoenberg e de trabalhos de Strobel, Stepun, Schenker, Piston e Reger.
Colaborador da revista Ritmo desde 1987 e seu subdirector entre 1982 e 1993, assinou ainda traduções de filosofia, sobretudo de Heidegger, Lucáks e Waldo Frank.
Ramón Barce faleceu em Madrid a 14 de Dezembro de 2008.

PROGRAMA

I

Jorge Peixinho(1940-1995)
Estudo I «Mémoire d’une Présense Absente», para piano (1969)


Álvaro Salazar(n. 1938)
Cadência, para violoncelo (2005) *


Joan Guinjoan(n. 1931)
Tres Piezas, para clarinete (1969) **
I. Mícron
II. Líneas
III. Parametros


II

Agustín Gonzalez Acilú (n. 1929)
Cuadernos para Piano I-IV (1985) **


Ramón Barce(1928-2008)
Siala, para clarinete e piano (1964)
Estudo de Densidades, para piano (1965)
Kampa, para violino, violoncelo e piano (1978) **


* Primeira audição absoluta
** Primeira audição em Portugal
(JMP), 09-06-2009
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