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Instituição
Presidentes de Honra

Elisa Baptista de Sousa Pedroso

1948 a 1958

Natural de Vila Real, veio cedo para Lisboa com a família, em virtude dos compromissos políticos e profissionais de seu pai, deputado e par do reino, além de juiz do Tribunal do Comércio. Aprendeu os primeiros rudimentos de piano na sua cidade natal, com sua mãe, e, já a residir na capital, estudou particularmente com Francisco Baía, Alexandre Rey-Colaço e José Viana da Mota. Seguidamente, aperfeiçoou-se em Paris, junto de Ignaz Friedmann e de Edouard Risler. Depois de intensa actividade concertística, aquém e além- fronteiras, dedicou-se ao mecenato, fundando em 1935 o Círculo de Cultura Musical, sociedade de concertos que, por sua iniciativa, se estendeu a todo o País, às Ilhas e ao Império (Madeira, Açores, Angola, Moçambique, Goa e Macau). Em 1947, quando pela primeira vez começou a ganhar corpo a ideia de fundar uma juventude musical entre nós, D. Elisa aderiu entusiasticamente, não só movendo as suas influências nacionais e internacionais, como cedendo o seu próprio palacete para sede da novel associação, e o respectivo jardim para nele se realizarem as primeiras assembleias-gerais. Por sua iniciativa actuaram em Portugal os mais eminentes artistas da segunda metade do século XX, muitos dos quais também a distinguiram como seus hóspedes de honra, conferindo aos salões da sua residência uma aura de celebridade que ultrapassou largamente as nossas fronteiras.


Pedro de Freitas Branco

1958 a 1963


Marquesa de Cadaval

1963 a 1996

Proveniente de uma linhagem com história no mecenato musical, D. Olga Maria Nicolis dei Conti di Robilant, marquesa de Cadaval por casamento com D. António Caetano Álvares Pereira de Melo, 2.º marquês de Cadaval, contou, entre alguns dos membros mais ilustres da sua ascendência, com o conde Girolamo Mocenigo, que financiou e deu pela primeira vez a ouvir no seu palácio em Veneza Il Combattimento di Tancredi e Clorinda, de Claudio Monteverdi, e com Frederico-o-Grande, da Prússia, patrono de Carl Philipp Emanuel Bach, seu músico privativo durante 28 anos em Potsdam. Depois de fixar residência em Colares, em 1929, a música passou a ocupar parte importante nas suas actividades, ao levar a efeito a reestruturação da Sociedade de Concertos de Lisboa, fundada em 1917 por José Viana da Mota, por intermédio da qual actuaram no País alguns dos mais famosos artistas internacionais. Personalidade com múltiplos interesses no mundo da cultura, conheceu Ravel, Marinetti, D’ Annunzio, Ortega y Gasset, Vitorino Nemésio, o abbé Roche e Benjamin Britten, ajudou nos primeiros tempos de exílio em Portugal os reis de Itália, Umberto II e Maria José, protegeu Fernando Lopes Graça, apoiou as carreiras artísticas dos pianistas Roberto Szidon, Marta Argerich, Nelson Freire, Daniel Barenboïm e Fu-Tsong, da violoncelista Jacqueline Du Pré e do violinista Uto Ughi, e foi amiga e admiradora de José Viana da Mota e de Arthur Rubinstein, que a ela se refere nos seus dois livros de memórias My Young Years e My Many Years, e que a seu convite se deu pela última vez a ouvir entre nós em 1972.

Humberto d’Ávila

2005 a 2006


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