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Festivais de Órgão
XI FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO DE LISBOA

12 de Setembro a 1 de Outubro de 2008
Entrada Livre

Sé Patriarcal
Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha)
Igreja Matriz de Oeiras
Basílica da Estrela


NOVO! Website
O Festival Internacional de Órgão de Lisboa abre, uma vez mais, as suas portas ao público. A programação abrange aspectos tão diversos como a escola pré-romântica espanhola, a música inglesa vitoriana ou as obras de Bach e seus antecessores, sem esquecer a figura de Olivier Messiaen, um compositor cujo nome se confunde com a música para órgão no século XX. A paisagem organística da região de Lisboa é amplamente explorada nesta edição do Festival, que, para além de utilizar os mais importantes instrumentos da Capital, estende uma vez mais o seu raio de acção aos órgãos da Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, e da Igreja Matriz de Oeiras, que serão tocados por Harald Vogel, Hans-Ola Ericsson, Paolo Crivellaro e outros organistas, portugueses e estrangeiros. Continuando a investir na vertente pedagógica, o Festival inclui nesta sua edição duas masterclasses. Destaca-se também este ano a apresentação, no concerto de encerramento, da primeira audição moderna da Sonata para órgão e da Missa grande de Marcos Portugal. O concerto em que se apresentam as Méditations sur le Mystère de la Sainte Trinité inicia um ciclo de apresentação da obra integral para órgão de Olivier Messiaen, projecto ao qual o FIOL se associa, homenageando dessa forma esta figura singular da história da música para órgão, por ocasião do centenário do seu nascimento.


João Vaz • António Duarte
Directores Artísticos


Sexta-feira, 12 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
Concerto de Abertura: Música Vitoriana

João Vaz, órgão
António Duarte, órgão
Coral Lisboa Cantat
Jorge Alves, direcção

As Marchas Pompa e Circunstância de Edward Elgar ou o hino «Jerusalém» de Charles Hubert Parry permanecem ainda hoje como símbolos musicais da Inglaterra Vitoriana. Menos conhecida do público português é a enorme produção coral daqueles compositores. No concerto de abertura do XI Festival Internacional de Órgão de Lisboa, o Coral Lisboa Cantat, sob a direcção de Jorge Alves, e os organistas João Vaz e António Duarte propõem um programa que, para além de obras corais com órgão (como o Te Deum de Charles Villiers Stanford, utilizado na cerimónia da coroação do rei Eduardo VII), apresenta obras a cappella e a execução integral dos Vesper Voluntaries para órgão solo de Elgar.



Sábado, 13 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
Salve Regina

Maria Nacy, órgão

A «Salve Regina», uma das quatro antífonas marianas do calendário litúrgico cristão, é cantada de Domingo da Trindade até ao Sábado antes do primeiro Domingo do Advento. Trata-se de uma prece à Virgem Maria, a Rainha Santa, e integra a última das orações do Rosário de Nossa Senhora. As suas origens musicais remontam à Idade Média, provavelmente pela pena do monge alemão Hermann de Richenau, compositor, teórico, matemático e astrónomo, activo no século XI. Fonte de inspiração ao longo dos séculos, a «Salve Regina», que fornece o tema ao qual este concerto se subordina, foi tratada por inúmeros compositores, tanto do Norte como do Sul da Europa. Este programa, totalmente preenchido com obras de autores espanhóis, portugueses, neerlandeses e alemães, faz-se eco desse facto, e tem a interpretá-lo a organista Maria Nacy, especialista em música antiga ibérica e germânica, com discografia publicada nesses domínios.



Domingo, 14 de Setembro, 21:30h
Igreja Matriz de Oeiras
Música Espanhola para Órgão nos Alvores da Idade Contemporânea

Miguel Bernal, órgão

Para este concerto, o organista alicantino Miguel Bernal, responsável pela nova edição da obra integral de Francisco Correa de Arauxo, apresenta-nos um programa constituído por autores pouco conhecidos do grande público. Estamos na presença de compositores que aprenderam o seu ofício no seio da tradição eclesiástica, mas que a profunda ruptura epistemológica causada pela Revolução Francesa obrigou a que se adaptassem aos novos tempos e aos novos ventos que sopravam de Paris. A música e as artes em geral conheceram então um incremento pouco usual em Espanha, não obstante a devastação causada pela passagem dos exércitos napoleónicos e o consequente conflito armado que, entre 1808 e 1814, opôs aquele país e os seus aliados, Portugal e o Reino Unido, ao primeiro Império Francês. Simpatizante das ideias que lhe chegavam de além-Pirinéus, a burguesia espanhola, no poder, faria aprovar em 1812 a Constituição de Cádis, e com ela a cofirmação do triunfo dos liberais e de uma nova mentalidade.

Quinta-feira, 18 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
O Canto Gregoriano na Música para Órgão

Antoine Sibertin-Blanc, órgão
Coro Solemnis
João Crisóstomo, direcção

Conhecido sobretudo pela sua obra para cravo (um dos marcos da literatura barroca francesa para o instrumento), François Couperin escreveu na sua juventude duas missas para órgão: uma para uso das paróquias e outra para uso dos conventos, sendo esta última mais simples e destinada a um instrumento de menores dimensões. A Messe des paroisses exige, pelo contrário, um órgão com mais recursos e é baseada na missa gregoriana «Cunctipotens genitor Deus». Reduzida à sua componente instrumental na maioria das execuções em concerto, esta obra é aqui apresentada por Antoine Sibertin-Blanc e pelo Coro Solemnis, dirigido por João Crisóstomo, numa versão mais próxima da intenção original, alternando as intervenções do órgão com as secções cantadas da missa gregoriana.

Sexta-feira, 19 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
J. S. Bach e os seus Antecessores

Paolo Crivellaro, órgão

Vincent Lübeck, Jan Pieterszoon Sweelinck e Samuel Scheidt, representantes da escola do Norte da Europa, exerceram em Johann Sebastian Bach uma notável influência, tanto ao nível instrumental como composicional. Apreciador da música italiana, o autor de A Arte da Fuga transcreveu ainda obras de António Vivaldi e recorreu a Giovanni Legrenzi, e dos franceses foi nos Couperin, sobretudo em François, cognominado o «Grande», que encontrou fonte de inspiração, como no-lo atesta o andamento central da Pièce d’Orgue, composto à maneira de um «Plein jeu» francês. É dessas três influências que este recital se ocupa numa panorâmica oferecida pelo organista italiano Paolo Crivellaro.

Sábado, 20 de Setembro, 21:30h
Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha)
Missa em Homenagem a Olivier Messiaen

António Esteireiro, órgão
Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa
Armando Possante, direcção

Ao lembrar Olivier Messiaen, cujo centenário do nascimento se encontra a decorrer, este concerto procura prestar homenagem a um dos compositores mais influentes da segunda metade do século XX. De facto, a sua obra, pelas características que reveste, fez dele um inovador nos domínios harmónico e melódico, além de notável colorista orquestral. O seu gosto pronunciado pela música da antiguidade, o seu recurso aos ritmos exóticos procedentes da música hindú, os seus aturados estudos ornitológicos elevam-no a um lugar cimeiro na História da Música do Ocidente, e o seu fervor católico confere à sua obra um misticismo talvez só comparável ao de J. S. Bach. Correspondendo a esse misticismo, António Esteireiro, ao escolher obras de Messiaen anteriores à Segunda Guerra Mundial, propõe-nos um enquadramento musical para uma celebração litúrgica à luz da prática seguida pelo próprio compositor na Igreja da Trinité, em Paris, de cujo órgão foi titular durante cerca de 62 anos.

Domingo, 21 de Setembro, 12:00h
Basílica da Estrela
Missa do Festival
Sérgio Silva, órgão
Coro Solemnis


Domingo, 21 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
Tocata e Concerto

Harald Vogel, órgão

Caracterizada pelo seu cunho brilhante, andamento rápido e de igual valor temporal, a tocata apresenta-se como um género de composição livre para um só instrumento. Por outro lado, o concerto é uma composição para um ou mais instrumentos solistas, cuja actuação contrasta com a de um conjunto instrumental. Ambas de origem italiana, estas formas rapidamente se expandiram à Áustria e à Alemanha, países de destino de muitos músicos transalpinos, acabando por exercer uma influência duradora nos compositores autóctones, como se poderá apreciar neste programa. Abrangendo um século de música, Harald Vogel, um dos maiores especialistas em música alemã e investigador com obra publicada, dar-nos-á uma visão do que foi essa influência em nomes tais os de Kerll, Buxtehude, Walther, Bruhns e J. S. Bach, este reconhecidamente apreciador da música italiana do seu tempo.



Sábado, 27 de Setembro, 21:30h
Igreja Matriz de Oeiras
Do Classicismo ao Romantismo na Música Espanhola para Órgão

Jesús Gonzalo López, órgão

Os acontecimentos políticos e sociais que abalaram a Europa na sequência da Revolução Francesa, tiveram importantes consequências na vida cultural (e musical) de todos os países. Na Península Ibérica, após o tumulto das Guerras Napoleónicas, a progressiva absorção dos ideais liberais franceses deu origem, nomeadamente, à criação de um novo sistema de educação musical decalcado do Conservatório de Paris. Os organistas espanhóis, formados na tradição ibérica dos séculos anteriores, só muito lentamente absorveram as novas tendências, originando um idioma híbrido que aliava a expressividade dos novos ideais românticos a um carácter marcadamente hispânico. Jesus Gonzálo López propõe neste recital uma viagem através deste repertório tão original quanto desconhecido.

Domingo, 28 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
Olivier Messiaen

Hans-Ola Ericsson, órgão

O conturbado decénio de Sessenta em França foi, para Messiaen, especialmente benéfico. Foi por esse então que atingiu a celebridade, que lhe chegaram as honras e os prémios (eleição para o Instituto) e que foi nomeado professor de composição do Conservatório de Paris. É desse período que datam as Méditations sur le Mystère de la Sainte Trinité, obra que pela sua originalidade, complexidade e grandeza diz bem da personalidade e do misticismo de quem a escreveu. Desse misticismo, que foi constante até ao fim da sua vida, diria o próprio compositor nas vésperas da sua morte: «Escrevi músicas puras (por razões de mera pesquisa técnica) ou de carácter profano. Quase que lamento tê-las escrito. As músicas criadas para cantar os mistérios da Fé parecem-me bem mais úteis para os meus contemporâneos. Talvez venham a agradecer-me?... Eu sou, em princípio, um músico da alegria e agrada-me sobretudo meditar sobre os mistérios gloriosos… Cheguei a uma idade em que é preciso começar a pensar no Além: esperemos que seja glorioso.»

Quarta-feira, 1 de Outubro, 21:30h
Basílica da Estrela
Concerto de Encerramento: Marcos Portugal

João Vaz, órgão
António Duarte, órgão
Ana Paula Russo, soprano
Susana Gaspar, soprano
Helena Lima, meio soprano
João Rodrigues, tenor
Jorge Martins, barítono
Rui Baeta, baixo
Luís Sá Pessoa, violoncelo
Marta Vicente, contrabaixo
Coro de Câmara de Lisboa
Teresita Gutierrez Marques, direcção

Considerado por Stendhal, que a ele se referiu com simpatia, um dos compositores do interregno, Marcos Portugal – ou Portogallo, como lhe chamavam lá fora – foi sem dúvida um dos nomes mais conhecidos da música do seu tempo. As suas óperas, que correram toda a Europa, de Lisboa a Sampetersburgo, alcançaram sempre os maiores sucessos, sobretudo em Itália, onde residiu longas temporadas e onde se chegou mesmo a inaugurar um teatro com uma ópera sua, e em França, onde o próprio Napoleão parece que o admirava. De resto, tudo leva a crer que essa admiração era recíproca, uma vez que foi com o seu Demofoonte que Junot festejou a 15 de Agosto de 1808 com grande gala no São Carlos o 39º aniversário do Imperador. Mas, não só de ópera se compõe o seu impressionante catálogo. Marcos Portugal escreveu igualmente muitas obras religiosas, entre as quais figura naturalmente a Missa deste programa, agora dada pela primeira vez em estreia moderna juntamente com a única sonata para órgão que dele até ao momento se conhece.

Masterclasses

Segunda-feira, 15 de Setembro, das 10:00h-13:00h e das 15:00h-18:00h
local a designar
CORREA DE ARAUXO

Miguel Bernal, órgão


Segunda-feira, 29 de Setembro, das 10:00h-13:00h e das 15:00h-18:00h
Sé Patriarcal de Lisboa
OLIVIER MESSIAEN

Hans-Ola Ericsson, órgão


Biografias

Ana Paula Russo
Nascida em Beja, licenciou-se em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa, e aperfeiçoou-se em Salzburgo e Lucerna. Tem uma longa carreira como solista, quer em Portugal, quer no estrangeiro, havendo já actuado em inúmeros concertos de «Lied», ópera e oratória. Foi laureada em diversos concursos de Canto, tanto nacionais como internacionais, e gravou programas para a rádio e televisão, além de CDs de música erudita. Como cantora convidada, e protagonista, tem-se apresentado regularmente num elevado número de produções cénicas do Teatro Nacional de São Carlos, sendo igualmente de destacar as suas actuações na Expo 98, Gulbenkian e Círculo Portuense de Ópera, e, no estrangeiro, no Festival de Macau, no Teatro Real de Madrid e no Lincoln Center de Nova Iorque.

Antoine Sibertin-Blanc
Titular do Grande-Órgão da Sé Patriarcal de Lisboa e professor aposentado de Órgão e de Improvisação da Escola Superior de Música da mesma cidade, é natural de Paris, onde realizou os seus estudos. Depois de ter ocupado diversos cargos de organista e de mestre de capela na capital francesa (Igrejas de La Madeleine e de Saint Merry) e no Luxemburgo (Igreja de Saint-Joseph), fixou-se, a partir de 1961, em Portugal. Embora o seu repertório abranja compositores desde a época pré-clássica até aos nossos dias, a sua permanência no nosso país levou-o a interessar-se de um modo muito particular pela música ibérica, para cuja interpretação é amiúde convidado. A par de uma intensa carreira de concertista, tem realizado inúmeras gravações para as estações de rádio e televisão de diversos países, bem como para as etiquetas discográficas Erato, Arion, Columbia, EMI, Polygram e Movieplay.

António Duarte
Natural de Lisboa, efectuou os seus estudos musicais no Instituto Gregoriano, onde, sob a orientação de Antoine Sibertin-Blanc, concluiu o Curso Superior de Órgão. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, foi aluno de Montserrat Torrent, na Classe de Órgão do Conservatório Superior Municipal de Música de Barcelona, dedicando-se sobretudo ao estudo da Música Antiga portuguesa e espanhola. Tem-se apresentado em concerto em diversos países europeus, no México, no Japão e nos EUA, e desempenha actualmente os cargos de professor de Órgão na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, e na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, de cuja igreja é também organista titular.

António Esteireiro
Natural de Lisboa, é licenciado em Órgão pela Escola Superior de Música e Teatro de Munique, e em Música Sacra pela Escola Superior de Música de Regensburg, onde estudou Órgão e Improvisação com Franz Josef Stoiber. Posteriormente, frequentou a classe de Órgão de Hans-Ola Ericsson, na Escola Superior de Música de Bremen. Tem-se apresentado em concerto, tanto como solista, como integrado em várias formações corais e orquestrais, em Portugal, Espanha, Andorra, França, Alemanha, Suécia e Brasil. A música contemporânea é um dos pontos fortes do seu repertório, colaborando regularmente com vários compositores na edição e execução das suas obras. O estudo e a interpretação da obra de Olivier Messiaen tem sido uma constante na sua actividade, enquanto concertista e pedagogo. Professor de órgão nos Cursos Nacionais de Música Litúrgica, organizados pelo Santuário de Fátima, é também colaborador regular do Serviço de Música Sacra da Paróquia de Santa Maria de Belém. Actualmente lecciona no Instituto Gregoriano e na Escola Superior de Música de Lisboa as disciplinas de Órgão e Improvisação.

Coral Lisboa Cantat
O Coro Sinfónico Lisboa Cantat iniciou as suas actividades em 1977 e conta actualmente com cerca de 100 elementos. É Maestro Titular, desde 1986, Jorge Alves. É Maestrina-Adjunta, desde 2005, Clara Coelho. O Coro apresenta-se regularmente nos principais auditórios e Igrejas do País, tendo participado em vários acontecimentos musicais nacionais. Gravou diversos programas para a rádio, televisão e cinema, e actuou em países como a França, Espanha e Alemanha. Nos últimos anos, tem apresentado, com orquestras nacionais e estrangeiras, obras sinfónicas de referência. O seu último trabalho discográfico é o CD intitulado «Compositores Portugueses Séc. XX-XXI » (2007/numérica).
Jorge Alves
Fez os seus estudos no Instituto Gregoriano de Lisboa (Curso Geral de Canto Gregoriano) e, posteriormente, na Escola Superior de Música de Lisboa (Curso Superior de Direcção). Frequentou diversos cursos de Direcção Coral e Técnica Vocal em Portugal e no estrangeiro, e, entre 1988 e 2001, foi membro do Coro Gulbenkian. Em 1984, iniciou a sua carreira como Director Coral no Coro de Câmara Syntagma Musicum, com o qual obteve o prémio «Novos Valores da Cultura», em 1988, atribuído pela Secretaria de Estado da Cultura. A sua actividade como Director Coral estende-se a diversos agrupamentos. No âmbito da actividade desenvolvida na Associação Musical Lisboa Cantat, fundou e dirige, desde 2006, o Coro de Câmara Lisboa Cantat. Já gravou diversos programas de música coral para a RDP e RTP e, na sua qualidade de docente, leccionou as disciplinas de Coro e Formação Musical no Conservatório Regional da Covilhã, na Escola Profissional de Música de Évora e foi orientador do II Seminário de Canto Coral Vox Aurea, em Madrid (1996), destinado a directores corais.

Coro de Câmara de Lisboa
Foi formado em 1978, por Teresita Gutierrez Marques, então com a designação de Coro de Câmara do Conservatório Nacional de Lisboa. Constituído por vinte jovens músicos, interpreta – a cappella ou em colaboração com formações instrumentais – obras portuguesas e estrangeiras, do vasto período compreendido entre a Renascença e os nossos dias, sendo responsável por um número significativo de estreias mundiais. Para além das suas apresentações em concerto, o Coro efectuou, em Portugal e no estrangeiro, diversas gravações em disco (EMI, Milan, Movieplay, Numérica, e Virgin), bem como para a rádio, televisão e cinema (Non, ou a Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira).
Teresita Gutierrez Marques
Licenciada pela Faculdade de Música da Universidade das Filipinas, em 1972 foi nomeada Professora Assistente daquela Universidade, cargo que ocupou até 1976. Integrada no Coro Madrigal da dita Universidade, participou, entre 1969 e 1976, em numerosos festivais e competições internacionais. Membro da Phi Kappa Phi International Honor Society e da Um Phi Epsilon International Music Sorority, desempenha actualmente as funções de professora da classe de Coro na Escola de Música do Conservatório Nacional e na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha.

Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa
Foi criado em 1987 pelo Prof. Christopher Bochmann com o objectivo de desenvolver um trabalho especializado com os alunos mais avançados do Instituto Gregoriano de Lisboa. Poderiam ser assim abordados tipos de repertório que, pela sua dificuldade ou especificidade, não se destinariam à generalidade dos alunos. O Coro é formado por alunos e ex-alunos do Instituto Gregoriano. O seu extenso repertório inclui música a cappella, ópera e e música coral-sinfónica, havendo-se já apresentado em concerto por todo o País, nomeadamente no Festival Internacional de Música do Algarve, no Festival do Estoril, na temporada Música em S. Roque, no Festival de Órgão de Lisboa e no Festival de Música de Guimarães.

Coro Gregoriano do Instituto Gregoriano de Lisboa
Foi formado com o objectivo de permitir que os alunos das classes de Canto Gregoriano possam pôr em prática as aprendizagens adquiridas nessa disciplina. Tem-se apresentado dentro e fora do Instituto, em diversos contextos, quer participando em celebrações litúrgicas, quer em concerto. Foi dirigido inicialmente por Maria Helena Pires de Matos e, actualmente, por Armando Possante.
Armando Possante
Iniciou a sua formação musical no Instituto Gregoriano de Lisboa, tendo posteriormente concluído o bacharelato em Direcção Coral e as licenciaturas em Canto Gregoriano e Canto na Escola Superior de Música de Lisboa. Foi-lhe atribuída uma bolsa pelo Instituto Politécnico de Lisboa, na condição de melhor aluno desta instituição. Em seguida, aperfeiçoou-se em Viena e frenquentou masterclasses ministradas por professores de reputação internacional. Laureado em vários concursos, já se apresentou em oratória e em ópera. É director musical e solista do Grupo Vocal Olisipo, solista do Coro Gregoriano de Lisboa e membro convidado do Nederlands Kamerkoor, tendo-se apresentado em concerto em vários países da Europa. Actualmente, desempenha funções docentes no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa.

Coro Solemnis
Constituído por cantores com larga experiência de Canto Gregoriano, o Coro Solemnis tem por objectivo principal a divulgação do Canto Litúrgico por excelência, quer na sua vertente musical/espiritual, quer na língua latina, que o enforma. Fundado em 1995, tem actuado em inúmeros locais do País, nomeadamente em Braga, Funchal, Lamego, Viseu e Fátima, e nas Semanas de Canto Gregoriano e nas Jornadas de Música Sacra de Évora. Tem acedido a variadíssimos convites, nomeadamente da Universidade Católica, da Embaixada da Santa Sé, através da Sé Patriarcal de Lisboa, por ocasião das Catequeses Quaresmais, do Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa.
João Crisóstomo
Desde muito jovem ligado a actividades de música coral, concluiu o curso superior de Canto de Concerto no Conservatório Nacional, onde posteriormente leccionou, largos anos, nas classes de Formação Musical e Coro. Licenciado em Direcção Coral pela Escola Superior de Música de Lisboa, dirigiu e dirige vários coros, entre os quais o Coro Solemnis.

Hans-Ola Ericsson
Nascido em Estocolmo, fez os seus estudos na sua cidade natal, em Freiburg (Alemanha) e, mais tarde, nos EUA e em Veneza. Entre os professores que mais o influenciaram, contam-se Klaus Huber, Brian Ferneyhough e Luigi Nono. Em 1989 foi convidado para leccionar na Escola Nacional de Música da Suécia, em Piteå, e na Universidade de Luleå. Já se apresentou em concerto na Europa, no Japão, nos EUA e no Canadá, e gravou vários discos, incluindo uma muito aplaudida integral para órgão de Olivier Messiaen, a qual, entre 1985 e 1988, foi merecedora do Prémio Sueco do Disco. Em 1990 leccionou nos cursos de Verão de Darmstadt e recebeu o prestigioso Kranichsteiner Musikpreis. Além de integrar projectos de recuperação de órgãos, chefiou os trabalhos de documentação, reconstrução e restauro do mais importante órgão barroco sueco, propriedade da Igreja Alemã de Estocolmo. Tem participado na direcção de cursos na Europa e nos EUA, sem referir que levou a cabo um extensivo trabalho de conjunto com os compositores John Cage, György Ligeti e Olivier Messiaen tendente à interpretação das suas obras para órgão. Desde 1996 que é professor convidado da Escola Superior de Artes de Bremen (Alemanha). Em 1999 foi galardoado pela Sociedade Sueca de Compositores com o Prémio de Interpretação e, no ano seguinte, foi nomeado membro da Academia Real Sueca de Música. Entre 2002 e 2006 foi primeiro organista convidado do Festival de Órgão de Lahti, na Finlândia, e, desde 2005, é consultor artístico do Festival Internacional de Órgão de Bodø, na Noruega.

Harald Vogel
Na qualidade de director da Academia de Órgão do Norte da Alemanha, que fundou em 1972, ensina práticas de execução em instrumentos originais. É, também, desde 1994, professor na Escola Superior de Artes de Bremen, actividade que reparte com a regência de masterclasses em conservatórios e universidades de todo o mundo, por intermédio das quais tem influenciado inúmeros organistas e organeiros. Como superintendente de música sacra e conselheiro organístico da Igreja Reformada, foi, até 2006, responsável pela conservação de um largo número de órgãos no Noroeste da Alemanha. Especialista em factura de órgãos, desempenhou funções de consultor para o restauro e construção moderna desses instrumentos. A sua discografia compreende várias gravações, algumas das quais têm hoje a particularidade de constituir um documento de inegável valor histórico. Investigador, as suas publicações incluem títulos como Orgeln in Niedersachsen (Órgãos da Baixa-Saxónia) e Orgellandschaft Ostfriesland (A Região dos Órgãos no Leste da Frísia). No domínio da paleografia musical, assinou as edições de Tabulatura Nova de S. Scheidt, de obras para tecla de J. P. Sweelinck e de obras para órgão de N. Bruhns (Breitkopf).

Helena Lima
Natural de Lisboa, concluiu o Curso Geral de Canto, na classe de Filomena Amaro, na Escola de Música do Conservatório Nacional. Estudou igualmente sob a orientação de Wagner Diniz, José de Oliveira Lopes, trabalhando actualmente sob a orientação de Manuela de Sá. Frequentou masterclasses de Max van Egmond, Isabel Penagos, Susan McCulloch e Yvonne Minton. É membro do Coro de Câmara de Lisboa.

Jesús Gonzalo López
Natural de El Burgo de Osma (Soria), estudou Órgão e Cravo no Conservatório Superior de Música de Saragoça, na classe de José Luís González Uriol, complementando a sua formação junto de Jan Willen Jansen (Cravo) e Macario Santiago Kastner (Musicologia). As influências do musicólogo Pedro Calahorra e do gregorianista Luís Prensa mostraram-se decisivas no seu posterior desenvolvimento profissional. Como intérprete, já se apresentou por toda a Espanha, assim como noutros países, nomeadamente em Inglaterra, Irlanda, Líbano, França, Suíça, Estónia, Holanda, Portugal, Marrocos, Itália e Uruguai. Conta no seu activo com onze gravações em CD, além da publicação de uma dezena de livros de temática musicológica e organológica e de vários artigos a convite de revistas especializadas. Desde há cerca de vinte anos que é membro da secção de Música Antiga da Instituição «Fernando, o Católico» e professor do seu Curso Permanente de Órgão, sendo também da sua responsabilidade a coordenação das Jornadas Internacionais de Órgão de Aragão. Desde 1996 que pertence ao conselho de assessoria da revista aragonesa de musicologia Nasarre. Técnico-assessor do Governo de Aragão para o restauro de órgãos históricos, é também presidente da Associação para a Conservação do Património Musical Medieval de Aragão, além de director artístico da colecção discográfica «Órgãos Históricos de Aragão» e da colecção, em formato-livro, «Património Musical Aragonês», Em 2002, sob o patrocínio do Governo de Aragão, começou a dirigir o projecto de catalogação de órgãos PETRUS – Órgãos Históricos em Aragão para o Século XXI.

João Vaz
Natural de Lisboa, diplomou-se em Órgão pela Escola Superior de Música da mesma cidade, sob a orientação de Antoine Sibertin-Blanc, e pelo Real Conservatório Superior de Música de Saragoça, onde estudou com José Luis González Uriol, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1988 alcançou o primeiro prémio nacional no Concurso da Juventude Musical Portuguesa (classe de órgão superior). Tem mantido uma intensa actividade a nível internacional, quer como concertista, quer como docente, em cursos de aperfeiçoamento organístico. Efectuou diversas gravações discográficas, as últimas das quais incluem composições portuguesas dos séculos XVI a XIX, no órgão da Igreja de São Vicente de Fora, e obras de Buxtehude e Pachelbel, no órgão da Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha). Actualmente lecciona Órgão na Escola Superior de Música de Lisboa e no Departamento de Música da Universidade de Évora. É titular do órgão da Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, e consultor permanente para o restauro dos seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra

Jorge Martins
Nascido em Lisboa, estudou no Conservatório Nacional com Cristina de Castro e Ana Paula Russo. O seu repertório estende-se desde o Barroco até à música contemporânea, incluindo recitais de obras de compositores portugueses do século XX, um dos quais foi objecto de transmissão em directo pela Antena 2. Já actuou sob a direcção de vários maestros nacionais e estrangeiros, e os seus papéis em ópera incluem, entre outros, «Buona Fede», «Colas», «Bem», «Noye», «Guglielmo», «Masetto», «Zuniga», «Fiorello», «Belcore», «Brighella», «Marchese» e «Papageno», este no Teatro Nacional de São Carlos, alé de ter sido o barítono da estreia absoluta de W, de José Júlio Lopes, na Culturgest.

Luís Sá Pessoa
Iniciou os seus estudos de Violoncelo, no Conservatório Nacional de Lisboa, sob a orientação de Pilar Torres, tendo terminado o curso superior em 1983. Frequentou igualmente a classe de Interpretação de Música Antiga, regida por Santiago Kastner. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se na Holanda (Utrecht), junto de Elias Ariscuran e de Hidemi Suzuki (Violoncelo Barroco). Em Portugal tem participado em diversos festivais de música, e é professor de Violoncelo na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa.

Maria Nacy
Estudou Órgão no Conservatório Municipal de Música de Barcelona, na classe de Montserrat Torrent, e aperfeiçoou-se posteriormente na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo de Viena, sob a orientação de Michael Radulescu. Na qualidade de concertista já actuou em vários países da Europa e dos EUA, e gravou dois CDs com obras de J. S. Bach e de J. Reubke, em Montpellier, um CD intitulado «Cinco Siglos de Música», ao órgão do Mosteiro de Valbona de les Monges (Lleida), e um outro CD, dedicado à música antiga ibérica e germânica, ao órgão histórico de La Pobla de Cérvoles (Lleida). Mais recentemente, por ocasião do 850º aniversário da fundação do Mosteiro de Santa Maria, gravou um CD a que deu o título de «Bach al Monestir de Vallbona». Em 1991 começou a leccionar a disciplina de Órgão no Conservatório Municipal de Música de Barcelona e, em 2002, tornou-se organista da paróquia de Sant Bartomeu y Santa Tecla de Sitges (Barcelona), além de responsável pelo ciclo de concertos de órgão que ali se celebra. Rege regularmente masterclasses, em especial de música antiga ibérica, tanto no seu país como no estrangeiro. No Verão de 2005, fundou a Academia de Órgão Barroco de La Pobla de Cérvoles, dedicada ao estudo da música antiga ibérica e europeia, da qual é professora e directora artística.

Marta Vicente
Nascida em Lisboa, iniciou os seus estudos de música na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, na classe de Contrabaixo de Adriano Aguiar. Estudou ainda com Alejandro Erlich-Oliva, Pedro Wallenstein e Duncan Fox. Participou em masterclasses ministradas por Jean-Marc Faucher, João Paulo Santos, Miguel Rocha e Florian Pertzborn. Actuou com diversos agrupamentos e orquestras, tais como a Contr'Orquestra, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Sinfonietta de Lisboa, na qual trabalha regularmente. No âmbito da música antiga, frequentou masterclasses regidas por Rainer Zipperling, Peter Holtslag e Richard Gwilt. Já actuou com os grupos Ars Antiqua, Segréis de Lisboa, Capela Real, Quarteto Arabesco, Sete Lágrimas e La Nave Va. É membro, desde a sua formação, em 2004, da orquestra barroca Divino Sospiro, com a qual se apresentou em Portugal, Espanha, França, Itália, Bulgária e Japão, sob a direcção de Enrico Onofri, Rinaldo Alessandrini, Harry Cristophers, Alfredo Bernardini, Chiara Banchini, Vittorio Ghielmi e Alberto Grazzi.

Miguel Bernal
Nascido em Alicante, estudou Órgão no Conservatório Superior daquela cidade, sob a direcção de Adolfo Gutiérrez Viejo. Mais tarde, aperfeiçoou-se nas classes de Esteban Elizondo, em San Sebastián, e de Xavier Darasse, no Conservatório Nacional Superior de Música de Lyon, aqui havendo obtido o Diploma Nacional de Estudos Superiores de Música. Estudou igualmente Cravo e Contínuo junto de Jan Willem Hansen, no CNR de Toulouse. É doutorado em História e Ciências Musicais pela Universidade Autónoma de Madrid. Já actuou nos principias festivais de Espanha, assim como em França, Itália, Suíça e EUA, e publicou inúmeros artigos sobre o órgão e a sua música, neste capítulo merecendo especial destaque uma nova edição crítica da Facultad Orgánica, de Francisco Correa de Arauxo. Participa, na qualidade de docente, em cursos do seu instrumento em Espanha e é frequentemente convidado a reger masterclasses em prestigiados conservatórios europeus, de que se destacam o Conservatório «Verdi» (Milão), o Conservatório Superior «Jacopo Tomadini» (Udine) e o Conservatório Nacional da Região de Rennes. Tem dirigido cursos internacionais de música na Universidade da Extremadura (Espanha) e foi jurado no III Concurso Internacional de Interpretação de Órgão de Granada. Desempenhou as funções de professor especial de Órgão no Conservatório Superior de Alicante e de catedrático de Órgão no Conservatório de Cáceres. Actualmente é catedrático de Órgão no Conservatório Superior de Música «Manuel Castillo», em Sevilha, e integra, na qualidade de tesoureiro, a Junta Directiva da Sociedade Espanhola de Musicologia.

Paolo Crivellaro
Depois de haver completado os estudos de Órgão e de Piano em Milão e em Basileia, deu início a uma brilhante carreira de organista de concerto em importantes festivais internacionais, ao mesmo tempo que se dava a ouvir nas principais cidades europeias, em muitas das quais gravou discos e as suas actuações foram difundidas pela Rádio ou pela Televisão. Jurado dos mais famosos concursos de órgão europeus (Odense, Toulouse, Linz, Innsbruck, Praga, Freiberg e Füssen) é frequentemente chamado a reger masterclasses em academias e universidades, e a leccionar, na qualidade de professor convidado, na Academia de Órgão da Turíngia, Academia de Órgão de Fribourg, Academia de Música Italiana de Órgão de Pistoia, Academia «Sibelius» de Helsínquia, Academia de Órgão da Andaluzia e Academia de Órgão de Tóquio. Desde 2001 que é professor de Órgão na Universidade das Artes de Berlim. Entre 1978 e 1992, a convite do Património de Tesouros Históricos e Artísticos Italianos, foi responsável pela inventariação de 215 órgãos históricos no seu país. A sua experiência no domínio da história do órgão tem-no levado a proferir palestras e a escrever artigos, muitos dos quais publicados em revistas internacionais da especialidade. Como lexicógrafo, é autor da entrada «Órgão Italiano», escrita recentemente para o Lexikon der Orgel, editado pelo Dr. H. Busch (Laaber 2007).

Rui Baeta
Diplomado em Canto pela Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa (1998), e em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa (2002), frequentou ainda cursos de aperfeiçoamento artístico em Blonay (Suíça), em Salzburgo (Áustria) e em Tours (França). Inicou a sua actividade como cantor profissional no Coro Gulbenkian (1994). Semi-Finalista do Festival e Concurso Internacional de Canto do Canal Mezzo (2008) e 1.º Prémio do Concurso RDP Jovens Músicos (1999), na classe de Música de Câmara – Nível Superior – com o pianista Paulo Pacheco, tem-se apresentado em recitais de «Lied» e «Melodie» com os pianistas Jeff Cohen, João Vasco de Almeida e João Paulo Santos. Para além de possuir um vasto repertório, que se reparte pela ópera, oratória e recital, merecem especial destaque as suas participações em Madama Butterfly (Puccini), Les Contes D’Hoffmann (Offenbach), La Fille du Regiment (Donizetti), Hänsel und Gretel (Humperdinck), The English Cat (Hans Werner-Henze) Carmina Burana (Orff), Triumphslied (Brahms), Requiem (Fauré) Ein Deutsches Requiem (Brahms) e Petite Messe Solennelle (Rossini). Professor de Voz e Canto, é frequentemente convidado como director vocal de espectáculos teatrais, musicais e televisivos.

Sérgio Silva
Iniciou-se em Piano, havendo depois prosseguido os seus estudos musicais no curso de Órgão, no Instituto Gregoriano de Lisboa. Actualmente, frequenta o mestrado em Interpretação na Universidade de Évora, sob a orientação de João Vaz. Frequentou diversos cursos de aperfeiçoamento ministrados pelos mais conceituados intérpretes da actualidade. Apresenta-se, quer como solista, quer em colaboração, com diversos agrupamentos. Desde 2005 que é organista titular da Basílica da Estrela e professor de Órgão na Escola Diocesana de Música Sacra de Lisboa.

Susana Gaspar
Iniciou os seus estudos musicais aos sete anos, tendo prosseguido com a professora Vera Prockic na classe de piano da Escola Profissional de Música de Almada. Em 1998 entrou para a Escola de Música do Conservatório Nacional para a classe de canto orientada por António Wagner Diniz. Em 2005, sob a orientação da professora Ana Paula Russo, finalizou o referido curso com a nota máxima.
Desde 2000 que pertence ao Coro de Câmara de Lisboa dirigido por Teresita Gutierrez Marques, com o qual realizou concertos em Portugal, França, Espanha, México e Cuba.
Actualmente estuda como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, na classe da professora Susan Waters.






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