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Festivais de Órgão
XI FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO DE LISBOA

12 de Setembro a 1 de Outubro de 2008
Entrada Livre

Sé Patriarcal
Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha)
Igreja Matriz de Oeiras
BasÃlica da Estrela


NOVO! Website
O Festival Internacional de ÃrgÃo de Lisboa abre, uma vez mais, as suas portas ao pÃblico. A programaÃÃo abrange aspectos tÃo diversos como a escola pré-romÃntica espanhola, a mÃsica inglesa vitoriana ou as obras de Bach e seus antecessores, sem esquecer a figura de Olivier Messiaen, um compositor cujo nome se confunde com a mÃsica para ÃrgÃo no século XX. A paisagem organÃstica da regiÃo de Lisboa é amplamente explorada nesta ediÃÃo do Festival, que, para além de utilizar os mais importantes instrumentos da Capital, estende uma vez mais o seu raio de acÃÃo aos ÃrgÃos da Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, e da Igreja Matriz de Oeiras, que serÃo tocados por Harald Vogel, Hans-Ola Ericsson, Paolo Crivellaro e outros organistas, portugueses e estrangeiros. Continuando a investir na vertente pedagÃgica, o Festival inclui nesta sua ediÃÃo duas masterclasses. Destaca-se também este ano a apresentaÃÃo, no concerto de encerramento, da primeira audiÃÃo moderna da Sonata para ÃrgÃo e da Missa grande de Marcos Portugal. O concerto em que se apresentam as Méditations sur le MystÃre de la Sainte Trinité inicia um ciclo de apresentaÃÃo da obra integral para ÃrgÃo de Olivier Messiaen, projecto ao qual o FIOL se associa, homenageando dessa forma esta figura singular da histÃria da mÃsica para ÃrgÃo, por ocasiÃo do centenÃrio do seu nascimento.


JoÃo Vaz • AntÃnio Duarte
Directores ArtÃsticos


Sexta-feira, 12 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
Concerto de Abertura: MÃsica Vitoriana

JoÃo Vaz, ÃrgÃo
AntÃnio Duarte, ÃrgÃo
Coral Lisboa Cantat
Jorge Alves, direcÃÃo

As Marchas Pompa e CircunstÃncia de Edward Elgar ou o hino «Jerusalém» de Charles Hubert Parry permanecem ainda hoje como sÃmbolos musicais da Inglaterra Vitoriana. Menos conhecida do pÃblico portuguÃs é a enorme produÃÃo coral daqueles compositores. No concerto de abertura do XI Festival Internacional de ÃrgÃo de Lisboa, o Coral Lisboa Cantat, sob a direcÃÃo de Jorge Alves, e os organistas JoÃo Vaz e AntÃnio Duarte propÃem um programa que, para além de obras corais com ÃrgÃo (como o Te Deum de Charles Villiers Stanford, utilizado na cerimÃnia da coroaÃÃo do rei Eduardo VII), apresenta obras a cappella e a execuÃÃo integral dos Vesper Voluntaries para ÃrgÃo solo de Elgar.



SÃbado, 13 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
Salve Regina

Maria Nacy, ÃrgÃo

A «Salve Regina», uma das quatro antÃfonas marianas do calendÃrio litÃrgico cristÃo, é cantada de Domingo da Trindade até ao SÃbado antes do primeiro Domingo do Advento. Trata-se de uma prece à Virgem Maria, a Rainha Santa, e integra a Ãltima das oraÃÃes do RosÃrio de Nossa Senhora. As suas origens musicais remontam à Idade Média, provavelmente pela pena do monge alemÃo Hermann de Richenau, compositor, teÃrico, matemÃtico e astrÃnomo, activo no século XI. Fonte de inspiraÃÃo ao longo dos séculos, a «Salve Regina», que fornece o tema ao qual este concerto se subordina, foi tratada por inÃmeros compositores, tanto do Norte como do Sul da Europa. Este programa, totalmente preenchido com obras de autores espanhÃis, portugueses, neerlandeses e alemÃes, faz-se eco desse facto, e tem a interpretÃ-lo a organista Maria Nacy, especialista em mÃsica antiga ibérica e germÃnica, com discografia publicada nesses domÃnios.



Domingo, 14 de Setembro, 21:30h
Igreja Matriz de Oeiras
MÃsica Espanhola para ÃrgÃo nos Alvores da Idade ContemporÃnea

Miguel Bernal, ÃrgÃo

Para este concerto, o organista alicantino Miguel Bernal, responsÃvel pela nova ediÃÃo da obra integral de Francisco Correa de Arauxo, apresenta-nos um programa constituÃdo por autores pouco conhecidos do grande pÃblico. Estamos na presenÃa de compositores que aprenderam o seu ofÃcio no seio da tradiÃÃo eclesiÃstica, mas que a profunda ruptura epistemolÃgica causada pela RevoluÃÃo Francesa obrigou a que se adaptassem aos novos tempos e aos novos ventos que sopravam de Paris. A mÃsica e as artes em geral conheceram entÃo um incremento pouco usual em Espanha, nÃo obstante a devastaÃÃo causada pela passagem dos exércitos napoleÃnicos e o consequente conflito armado que, entre 1808 e 1814, opÃ's aquele paÃs e os seus aliados, Portugal e o Reino Unido, ao primeiro Império FrancÃs. Simpatizante das ideias que lhe chegavam de além-Pirinéus, a burguesia espanhola, no poder, faria aprovar em 1812 a ConstituiÃÃo de CÃdis, e com ela a cofirmaÃÃo do triunfo dos liberais e de uma nova mentalidade.

Quinta-feira, 18 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
O Canto Gregoriano na MÃsica para ÃrgÃo

Antoine Sibertin-Blanc, ÃrgÃo
Coro Solemnis
JoÃo CrisÃstomo, direcÃÃo

Conhecido sobretudo pela sua obra para cravo (um dos marcos da literatura barroca francesa para o instrumento), FranÃois Couperin escreveu na sua juventude duas missas para ÃrgÃo: uma para uso das parÃquias e outra para uso dos conventos, sendo esta Ãltima mais simples e destinada a um instrumento de menores dimensÃes. A Messe des paroisses exige, pelo contrÃrio, um ÃrgÃo com mais recursos e é baseada na missa gregoriana «Cunctipotens genitor Deus». Reduzida à sua componente instrumental na maioria das execuÃÃes em concerto, esta obra é aqui apresentada por Antoine Sibertin-Blanc e pelo Coro Solemnis, dirigido por JoÃo CrisÃstomo, numa versÃo mais prÃxima da intenÃÃo original, alternando as intervenÃÃes do ÃrgÃo com as secÃÃes cantadas da missa gregoriana.

Sexta-feira, 19 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
J. S. Bach e os seus Antecessores

Paolo Crivellaro, ÃrgÃo

Vincent LÃbeck, Jan Pieterszoon Sweelinck e Samuel Scheidt, representantes da escola do Norte da Europa, exerceram em Johann Sebastian Bach uma notÃvel influÃncia, tanto ao nÃvel instrumental como composicional. Apreciador da mÃsica italiana, o autor de A Arte da Fuga transcreveu ainda obras de AntÃnio Vivaldi e recorreu a Giovanni Legrenzi, e dos franceses foi nos Couperin, sobretudo em FranÃois, cognominado o «Grande», que encontrou fonte de inspiraÃÃo, como no-lo atesta o andamento central da PiÃce d’Orgue, composto à maneira de um «Plein jeu» francÃs. à dessas trÃs influÃncias que este recital se ocupa numa panorÃmica oferecida pelo organista italiano Paolo Crivellaro.

SÃbado, 20 de Setembro, 21:30h
Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha)
Missa em Homenagem a Olivier Messiaen

AntÃnio Esteireiro, ÃrgÃo
Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa
Armando Possante, direcÃÃo

Ao lembrar Olivier Messiaen, cujo centenÃrio do nascimento se encontra a decorrer, este concerto procura prestar homenagem a um dos compositores mais influentes da segunda metade do século XX. De facto, a sua obra, pelas caracterÃsticas que reveste, fez dele um inovador nos domÃnios harmÃnico e melÃdico, além de notÃvel colorista orquestral. O seu gosto pronunciado pela mÃsica da antiguidade, o seu recurso aos ritmos exÃticos procedentes da mÃsica hindÃ, os seus aturados estudos ornitolÃgicos elevam-no a um lugar cimeiro na HistÃria da MÃsica do Ocidente, e o seu fervor catÃlico confere à sua obra um misticismo talvez sà comparÃvel ao de J. S. Bach. Correspondendo a esse misticismo, AntÃnio Esteireiro, ao escolher obras de Messiaen anteriores à Segunda Guerra Mundial, propÃe-nos um enquadramento musical para uma celebraÃÃo litÃrgica à luz da prÃtica seguida pelo prÃprio compositor na Igreja da Trinité, em Paris, de cujo ÃrgÃo foi titular durante cerca de 62 anos.

Domingo, 21 de Setembro, 12:00h
BasÃlica da Estrela
Missa do Festival
Sérgio Silva, ÃrgÃo
Coro Solemnis


Domingo, 21 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
Tocata e Concerto

Harald Vogel, ÃrgÃo

Caracterizada pelo seu cunho brilhante, andamento rÃpido e de igual valor temporal, a tocata apresenta-se como um género de composiÃÃo livre para um sà instrumento. Por outro lado, o concerto é uma composiÃÃo para um ou mais instrumentos solistas, cuja actuaÃÃo contrasta com a de um conjunto instrumental. Ambas de origem italiana, estas formas rapidamente se expandiram à Ãustria e à Alemanha, paÃses de destino de muitos mÃsicos transalpinos, acabando por exercer uma influÃncia duradora nos compositores autÃctones, como se poderà apreciar neste programa. Abrangendo um século de mÃsica, Harald Vogel, um dos maiores especialistas em mÃsica alemà e investigador com obra publicada, dar-nos-à uma visÃo do que foi essa influÃncia em nomes tais os de Kerll, Buxtehude, Walther, Bruhns e J. S. Bach, este reconhecidamente apreciador da mÃsica italiana do seu tempo.



SÃbado, 27 de Setembro, 21:30h
Igreja Matriz de Oeiras
Do Classicismo ao Romantismo na MÃsica Espanhola para ÃrgÃo

JesÃs Gonzalo LÃpez, ÃrgÃo

Os acontecimentos polÃticos e sociais que abalaram a Europa na sequÃncia da RevoluÃÃo Francesa, tiveram importantes consequÃncias na vida cultural (e musical) de todos os paÃses. Na PenÃnsula Ibérica, apÃs o tumulto das Guerras NapoleÃnicas, a progressiva absorÃÃo dos ideais liberais franceses deu origem, nomeadamente, à criaÃÃo de um novo sistema de educaÃÃo musical decalcado do ConservatÃrio de Paris. Os organistas espanhÃis, formados na tradiÃÃo ibérica dos séculos anteriores, sà muito lentamente absorveram as novas tendÃncias, originando um idioma hÃbrido que aliava a expressividade dos novos ideais romÃnticos a um carÃcter marcadamente hispÃnico. Jesus GonzÃlo LÃpez propÃe neste recital uma viagem através deste repertÃrio tÃo original quanto desconhecido.

Domingo, 28 de Setembro, 21:30h
Sé Patriarcal de Lisboa
Olivier Messiaen

Hans-Ola Ericsson, ÃrgÃo

O conturbado decénio de Sessenta em FranÃa foi, para Messiaen, especialmente benéfico. Foi por esse entÃo que atingiu a celebridade, que lhe chegaram as honras e os prémios (eleiÃÃo para o Instituto) e que foi nomeado professor de composiÃÃo do ConservatÃrio de Paris. à desse perÃodo que datam as Méditations sur le MystÃre de la Sainte Trinité, obra que pela sua originalidade, complexidade e grandeza diz bem da personalidade e do misticismo de quem a escreveu. Desse misticismo, que foi constante até ao fim da sua vida, diria o prÃprio compositor nas vésperas da sua morte: «Escrevi mÃsicas puras (por razÃes de mera pesquisa técnica) ou de carÃcter profano. Quase que lamento tÃ-las escrito. As mÃsicas criadas para cantar os mistérios da Fé parecem-me bem mais Ãteis para os meus contemporÃneos. Talvez venham a agradecer-me?... Eu sou, em princÃpio, um mÃsico da alegria e agrada-me sobretudo meditar sobre os mistérios gloriosos… Cheguei a uma idade em que é preciso comeÃar a pensar no Além: esperemos que seja glorioso.»

Quarta-feira, 1 de Outubro, 21:30h
BasÃlica da Estrela
Concerto de Encerramento: Marcos Portugal

JoÃo Vaz, ÃrgÃo
AntÃnio Duarte, ÃrgÃo
Ana Paula Russo, soprano
Susana Gaspar, soprano
Helena Lima, meio soprano
JoÃo Rodrigues, tenor
Jorge Martins, barÃtono
Rui Baeta, baixo
LuÃs SÃ Pessoa, violoncelo
Marta Vicente, contrabaixo
Coro de CÃmara de Lisboa
Teresita Gutierrez Marques, direcÃÃo

Considerado por Stendhal, que a ele se referiu com simpatia, um dos compositores do interregno, Marcos Portugal – ou Portogallo, como lhe chamavam là fora – foi sem dÃvida um dos nomes mais conhecidos da mÃsica do seu tempo. As suas Ãperas, que correram toda a Europa, de Lisboa a Sampetersburgo, alcanÃaram sempre os maiores sucessos, sobretudo em ItÃlia, onde residiu longas temporadas e onde se chegou mesmo a inaugurar um teatro com uma Ãpera sua, e em FranÃa, onde o prÃprio NapoleÃo parece que o admirava. De resto, tudo leva a crer que essa admiraÃÃo era recÃproca, uma vez que foi com o seu Demofoonte que Junot festejou a 15 de Agosto de 1808 com grande gala no SÃo Carlos o 39º aniversÃrio do Imperador. Mas, nÃo sà de Ãpera se compÃe o seu impressionante catÃlogo. Marcos Portugal escreveu igualmente muitas obras religiosas, entre as quais figura naturalmente a Missa deste programa, agora dada pela primeira vez em estreia moderna juntamente com a Ãnica sonata para ÃrgÃo que dele até ao momento se conhece.

Masterclasses

Segunda-feira, 15 de Setembro, das 10:00h-13:00h e das 15:00h-18:00h
local a designar
CORREA DE ARAUXO

Miguel Bernal, ÃrgÃo


Segunda-feira, 29 de Setembro, das 10:00h-13:00h e das 15:00h-18:00h
Sé Patriarcal de Lisboa
OLIVIER MESSIAEN

Hans-Ola Ericsson, ÃrgÃo


Biografias

Ana Paula Russo
Nascida em Beja, licenciou-se em Canto pela Escola Superior de MÃsica de Lisboa, e aperfeiÃoou-se em Salzburgo e Lucerna. Tem uma longa carreira como solista, quer em Portugal, quer no estrangeiro, havendo jà actuado em inÃmeros concertos de «Lied», Ãpera e oratÃria. Foi laureada em diversos concursos de Canto, tanto nacionais como internacionais, e gravou programas para a rÃdio e televisÃo, além de CDs de mÃsica erudita. Como cantora convidada, e protagonista, tem-se apresentado regularmente num elevado nÃmero de produÃÃes cénicas do Teatro Nacional de SÃo Carlos, sendo igualmente de destacar as suas actuaÃÃes na Expo 98, Gulbenkian e CÃrculo Portuense de Ãpera, e, no estrangeiro, no Festival de Macau, no Teatro Real de Madrid e no Lincoln Center de Nova Iorque.

Antoine Sibertin-Blanc
Titular do Grande-ÃrgÃo da Sé Patriarcal de Lisboa e professor aposentado de ÃrgÃo e de ImprovisaÃÃo da Escola Superior de MÃsica da mesma cidade, é natural de Paris, onde realizou os seus estudos. Depois de ter ocupado diversos cargos de organista e de mestre de capela na capital francesa (Igrejas de La Madeleine e de Saint Merry) e no Luxemburgo (Igreja de Saint-Joseph), fixou-se, a partir de 1961, em Portugal. Embora o seu repertÃrio abranja compositores desde a época pré-clÃssica até aos nossos dias, a sua permanÃncia no nosso paÃs levou-o a interessar-se de um modo muito particular pela mÃsica ibérica, para cuja interpretaÃÃo é amiÃde convidado. A par de uma intensa carreira de concertista, tem realizado inÃmeras gravaÃÃes para as estaÃÃes de rÃdio e televisÃo de diversos paÃses, bem como para as etiquetas discogrÃficas Erato, Arion, Columbia, EMI, Polygram e Movieplay.

AntÃnio Duarte
Natural de Lisboa, efectuou os seus estudos musicais no Instituto Gregoriano, onde, sob a orientaÃÃo de Antoine Sibertin-Blanc, concluiu o Curso Superior de ÃrgÃo. Como bolseiro da FundaÃÃo Calouste Gulbenkian, foi aluno de Montserrat Torrent, na Classe de ÃrgÃo do ConservatÃrio Superior Municipal de MÃsica de Barcelona, dedicando-se sobretudo ao estudo da MÃsica Antiga portuguesa e espanhola. Tem-se apresentado em concerto em diversos paÃses europeus, no México, no JapÃo e nos EUA, e desempenha actualmente os cargos de professor de ÃrgÃo na Escola de MÃsica do ConservatÃrio Nacional, em Lisboa, e na Escola de MÃsica de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, de cuja igreja é também organista titular.

AntÃnio Esteireiro
Natural de Lisboa, é licenciado em ÃrgÃo pela Escola Superior de MÃsica e Teatro de Munique, e em MÃsica Sacra pela Escola Superior de MÃsica de Regensburg, onde estudou ÃrgÃo e ImprovisaÃÃo com Franz Josef Stoiber. Posteriormente, frequentou a classe de ÃrgÃo de Hans-Ola Ericsson, na Escola Superior de MÃsica de Bremen. Tem-se apresentado em concerto, tanto como solista, como integrado em vÃrias formaÃÃes corais e orquestrais, em Portugal, Espanha, Andorra, FranÃa, Alemanha, Suécia e Brasil. A mÃsica contemporÃnea é um dos pontos fortes do seu repertÃrio, colaborando regularmente com vÃrios compositores na ediÃÃo e execuÃÃo das suas obras. O estudo e a interpretaÃÃo da obra de Olivier Messiaen tem sido uma constante na sua actividade, enquanto concertista e pedagogo. Professor de ÃrgÃo nos Cursos Nacionais de MÃsica LitÃrgica, organizados pelo SantuÃrio de FÃtima, é também colaborador regular do ServiÃo de MÃsica Sacra da ParÃquia de Santa Maria de Belém. Actualmente lecciona no Instituto Gregoriano e na Escola Superior de MÃsica de Lisboa as disciplinas de ÃrgÃo e ImprovisaÃÃo.

Coral Lisboa Cantat
O Coro SinfÃnico Lisboa Cantat iniciou as suas actividades em 1977 e conta actualmente com cerca de 100 elementos. à Maestro Titular, desde 1986, Jorge Alves. à Maestrina-Adjunta, desde 2005, Clara Coelho. O Coro apresenta-se regularmente nos principais auditÃrios e Igrejas do PaÃs, tendo participado em vÃrios acontecimentos musicais nacionais. Gravou diversos programas para a rÃdio, televisÃo e cinema, e actuou em paÃses como a FranÃa, Espanha e Alemanha. Nos Ãltimos anos, tem apresentado, com orquestras nacionais e estrangeiras, obras sinfÃnicas de referÃncia. O seu Ãltimo trabalho discogrÃfico é o CD intitulado «Compositores Portugueses Séc. XX-XXI » (2007/numérica).
Jorge Alves
Fez os seus estudos no Instituto Gregoriano de Lisboa (Curso Geral de Canto Gregoriano) e, posteriormente, na Escola Superior de MÃsica de Lisboa (Curso Superior de DirecÃÃo). Frequentou diversos cursos de DirecÃÃo Coral e Técnica Vocal em Portugal e no estrangeiro, e, entre 1988 e 2001, foi membro do Coro Gulbenkian. Em 1984, iniciou a sua carreira como Director Coral no Coro de CÃmara Syntagma Musicum, com o qual obteve o prémio «Novos Valores da Cultura», em 1988, atribuÃdo pela Secretaria de Estado da Cultura. A sua actividade como Director Coral estende-se a diversos agrupamentos. No Ãmbito da actividade desenvolvida na AssociaÃÃo Musical Lisboa Cantat, fundou e dirige, desde 2006, o Coro de CÃmara Lisboa Cantat. Jà gravou diversos programas de mÃsica coral para a RDP e RTP e, na sua qualidade de docente, leccionou as disciplinas de Coro e FormaÃÃo Musical no ConservatÃrio Regional da CovilhÃ, na Escola Profissional de MÃsica de Ãvora e foi orientador do II SeminÃrio de Canto Coral Vox Aurea, em Madrid (1996), destinado a directores corais.

Coro de CÃmara de Lisboa
Foi formado em 1978, por Teresita Gutierrez Marques, entÃo com a designaÃÃo de Coro de CÃmara do ConservatÃrio Nacional de Lisboa. ConstituÃdo por vinte jovens mÃsicos, interpreta – a cappella ou em colaboraÃÃo com formaÃÃes instrumentais – obras portuguesas e estrangeiras, do vasto perÃodo compreendido entre a RenascenÃa e os nossos dias, sendo responsÃvel por um nÃmero significativo de estreias mundiais. Para além das suas apresentaÃÃes em concerto, o Coro efectuou, em Portugal e no estrangeiro, diversas gravaÃÃes em disco (EMI, Milan, Movieplay, Numérica, e Virgin), bem como para a rÃdio, televisÃo e cinema (Non, ou a Và GlÃria de Mandar, de Manoel de Oliveira).
Teresita Gutierrez Marques
Licenciada pela Faculdade de MÃsica da Universidade das Filipinas, em 1972 foi nomeada Professora Assistente daquela Universidade, cargo que ocupou até 1976. Integrada no Coro Madrigal da dita Universidade, participou, entre 1969 e 1976, em numerosos festivais e competiÃÃes internacionais. Membro da Phi Kappa Phi International Honor Society e da Um Phi Epsilon International Music Sorority, desempenha actualmente as funÃÃes de professora da classe de Coro na Escola de MÃsica do ConservatÃrio Nacional e na Escola de MÃsica de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha.

Coro de CÃmara do Instituto Gregoriano de Lisboa
Foi criado em 1987 pelo Prof. Christopher Bochmann com o objectivo de desenvolver um trabalho especializado com os alunos mais avanÃados do Instituto Gregoriano de Lisboa. Poderiam ser assim abordados tipos de repertÃrio que, pela sua dificuldade ou especificidade, nÃo se destinariam à generalidade dos alunos. O Coro é formado por alunos e ex-alunos do Instituto Gregoriano. O seu extenso repertÃrio inclui mÃsica a cappella, Ãpera e e mÃsica coral-sinfÃnica, havendo-se jà apresentado em concerto por todo o PaÃs, nomeadamente no Festival Internacional de MÃsica do Algarve, no Festival do Estoril, na temporada MÃsica em S. Roque, no Festival de ÃrgÃo de Lisboa e no Festival de MÃsica de GuimarÃes.

Coro Gregoriano do Instituto Gregoriano de Lisboa
Foi formado com o objectivo de permitir que os alunos das classes de Canto Gregoriano possam pÃ'r em prÃtica as aprendizagens adquiridas nessa disciplina. Tem-se apresentado dentro e fora do Instituto, em diversos contextos, quer participando em celebraÃÃes litÃrgicas, quer em concerto. Foi dirigido inicialmente por Maria Helena Pires de Matos e, actualmente, por Armando Possante.
Armando Possante
Iniciou a sua formaÃÃo musical no Instituto Gregoriano de Lisboa, tendo posteriormente concluÃdo o bacharelato em DirecÃÃo Coral e as licenciaturas em Canto Gregoriano e Canto na Escola Superior de MÃsica de Lisboa. Foi-lhe atribuÃda uma bolsa pelo Instituto Politécnico de Lisboa, na condiÃÃo de melhor aluno desta instituiÃÃo. Em seguida, aperfeiÃoou-se em Viena e frenquentou masterclasses ministradas por professores de reputaÃÃo internacional. Laureado em vÃrios concursos, jà se apresentou em oratÃria e em Ãpera. à director musical e solista do Grupo Vocal Olisipo, solista do Coro Gregoriano de Lisboa e membro convidado do Nederlands Kamerkoor, tendo-se apresentado em concerto em vÃrios paÃses da Europa. Actualmente, desempenha funÃÃes docentes no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de MÃsica de Lisboa.

Coro Solemnis
ConstituÃdo por cantores com larga experiÃncia de Canto Gregoriano, o Coro Solemnis tem por objectivo principal a divulgaÃÃo do Canto LitÃrgico por excelÃncia, quer na sua vertente musical/espiritual, quer na lÃngua latina, que o enforma. Fundado em 1995, tem actuado em inÃmeros locais do PaÃs, nomeadamente em Braga, Funchal, Lamego, Viseu e FÃtima, e nas Semanas de Canto Gregoriano e nas Jornadas de MÃsica Sacra de Ãvora. Tem acedido a variadÃssimos convites, nomeadamente da Universidade CatÃlica, da Embaixada da Santa Sé, através da Sé Patriarcal de Lisboa, por ocasiÃo das Catequeses Quaresmais, do Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa.
JoÃo CrisÃstomo
Desde muito jovem ligado a actividades de mÃsica coral, concluiu o curso superior de Canto de Concerto no ConservatÃrio Nacional, onde posteriormente leccionou, largos anos, nas classes de FormaÃÃo Musical e Coro. Licenciado em DirecÃÃo Coral pela Escola Superior de MÃsica de Lisboa, dirigiu e dirige vÃrios coros, entre os quais o Coro Solemnis.

Hans-Ola Ericsson
Nascido em Estocolmo, fez os seus estudos na sua cidade natal, em Freiburg (Alemanha) e, mais tarde, nos EUA e em Veneza. Entre os professores que mais o influenciaram, contam-se Klaus Huber, Brian Ferneyhough e Luigi Nono. Em 1989 foi convidado para leccionar na Escola Nacional de MÃsica da Suécia, em PiteÃ, e na Universidade de LuleÃ. Jà se apresentou em concerto na Europa, no JapÃo, nos EUA e no CanadÃ, e gravou vÃrios discos, incluindo uma muito aplaudida integral para ÃrgÃo de Olivier Messiaen, a qual, entre 1985 e 1988, foi merecedora do Prémio Sueco do Disco. Em 1990 leccionou nos cursos de VerÃo de Darmstadt e recebeu o prestigioso Kranichsteiner Musikpreis. Além de integrar projectos de recuperaÃÃo de ÃrgÃos, chefiou os trabalhos de documentaÃÃo, reconstruÃÃo e restauro do mais importante ÃrgÃo barroco sueco, propriedade da Igreja Alemà de Estocolmo. Tem participado na direcÃÃo de cursos na Europa e nos EUA, sem referir que levou a cabo um extensivo trabalho de conjunto com os compositores John Cage, GyÃrgy Ligeti e Olivier Messiaen tendente à interpretaÃÃo das suas obras para ÃrgÃo. Desde 1996 que é professor convidado da Escola Superior de Artes de Bremen (Alemanha). Em 1999 foi galardoado pela Sociedade Sueca de Compositores com o Prémio de InterpretaÃÃo e, no ano seguinte, foi nomeado membro da Academia Real Sueca de MÃsica. Entre 2002 e 2006 foi primeiro organista convidado do Festival de ÃrgÃo de Lahti, na FinlÃndia, e, desde 2005, é consultor artÃstico do Festival Internacional de ÃrgÃo de BodÃ, na Noruega.

Harald Vogel
Na qualidade de director da Academia de ÃrgÃo do Norte da Alemanha, que fundou em 1972, ensina prÃticas de execuÃÃo em instrumentos originais. Ã, também, desde 1994, professor na Escola Superior de Artes de Bremen, actividade que reparte com a regÃncia de masterclasses em conservatÃrios e universidades de todo o mundo, por intermédio das quais tem influenciado inÃmeros organistas e organeiros. Como superintendente de mÃsica sacra e conselheiro organÃstico da Igreja Reformada, foi, até 2006, responsÃvel pela conservaÃÃo de um largo nÃmero de ÃrgÃos no Noroeste da Alemanha. Especialista em factura de ÃrgÃos, desempenhou funÃÃes de consultor para o restauro e construÃÃo moderna desses instrumentos. A sua discografia compreende vÃrias gravaÃÃes, algumas das quais tÃm hoje a particularidade de constituir um documento de inegÃvel valor histÃrico. Investigador, as suas publicaÃÃes incluem tÃtulos como Orgeln in Niedersachsen (ÃrgÃos da Baixa-SaxÃnia) e Orgellandschaft Ostfriesland (A RegiÃo dos ÃrgÃos no Leste da FrÃsia). No domÃnio da paleografia musical, assinou as ediÃÃes de Tabulatura Nova de S. Scheidt, de obras para tecla de J. P. Sweelinck e de obras para ÃrgÃo de N. Bruhns (Breitkopf).

Helena Lima
Natural de Lisboa, concluiu o Curso Geral de Canto, na classe de Filomena Amaro, na Escola de MÃsica do ConservatÃrio Nacional. Estudou igualmente sob a orientaÃÃo de Wagner Diniz, José de Oliveira Lopes, trabalhando actualmente sob a orientaÃÃo de Manuela de SÃ. Frequentou masterclasses de Max van Egmond, Isabel Penagos, Susan McCulloch e Yvonne Minton. à membro do Coro de CÃmara de Lisboa.

JesÃs Gonzalo LÃpez
Natural de El Burgo de Osma (Soria), estudou ÃrgÃo e Cravo no ConservatÃrio Superior de MÃsica de SaragoÃa, na classe de José LuÃs GonzÃlez Uriol, complementando a sua formaÃÃo junto de Jan Willen Jansen (Cravo) e Macario Santiago Kastner (Musicologia). As influÃncias do musicÃlogo Pedro Calahorra e do gregorianista LuÃs Prensa mostraram-se decisivas no seu posterior desenvolvimento profissional. Como intérprete, jà se apresentou por toda a Espanha, assim como noutros paÃses, nomeadamente em Inglaterra, Irlanda, LÃbano, FranÃa, SuÃÃa, EstÃnia, Holanda, Portugal, Marrocos, ItÃlia e Uruguai. Conta no seu activo com onze gravaÃÃes em CD, além da publicaÃÃo de uma dezena de livros de temÃtica musicolÃgica e organolÃgica e de vÃrios artigos a convite de revistas especializadas. Desde hà cerca de vinte anos que é membro da secÃÃo de MÃsica Antiga da InstituiÃÃo «Fernando, o CatÃlico» e professor do seu Curso Permanente de ÃrgÃo, sendo também da sua responsabilidade a coordenaÃÃo das Jornadas Internacionais de ÃrgÃo de AragÃo. Desde 1996 que pertence ao conselho de assessoria da revista aragonesa de musicologia Nasarre. Técnico-assessor do Governo de AragÃo para o restauro de ÃrgÃos histÃricos, é também presidente da AssociaÃÃo para a ConservaÃÃo do PatrimÃnio Musical Medieval de AragÃo, além de director artÃstico da colecÃÃo discogrÃfica «ÃrgÃos HistÃricos de AragÃo» e da colecÃÃo, em formato-livro, «PatrimÃnio Musical AragonÃs», Em 2002, sob o patrocÃnio do Governo de AragÃo, comeÃou a dirigir o projecto de catalogaÃÃo de ÃrgÃos PETRUS – ÃrgÃos HistÃricos em AragÃo para o Século XXI.

JoÃo Vaz
Natural de Lisboa, diplomou-se em ÃrgÃo pela Escola Superior de MÃsica da mesma cidade, sob a orientaÃÃo de Antoine Sibertin-Blanc, e pelo Real ConservatÃrio Superior de MÃsica de SaragoÃa, onde estudou com José Luis GonzÃlez Uriol, como bolseiro da FundaÃÃo Calouste Gulbenkian. Em 1988 alcanÃou o primeiro prémio nacional no Concurso da Juventude Musical Portuguesa (classe de ÃrgÃo superior). Tem mantido uma intensa actividade a nÃvel internacional, quer como concertista, quer como docente, em cursos de aperfeiÃoamento organÃstico. Efectuou diversas gravaÃÃes discogrÃficas, as Ãltimas das quais incluem composiÃÃes portuguesas dos séculos XVI a XIX, no ÃrgÃo da Igreja de SÃo Vicente de Fora, e obras de Buxtehude e Pachelbel, no ÃrgÃo da Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha). Actualmente lecciona ÃrgÃo na Escola Superior de MÃsica de Lisboa e no Departamento de MÃsica da Universidade de Ãvora. à titular do ÃrgÃo da Igreja de SÃo Vicente de Fora, em Lisboa, e consultor permanente para o restauro dos seis ÃrgÃos da BasÃlica do PalÃcio Nacional de Mafra

Jorge Martins
Nascido em Lisboa, estudou no ConservatÃrio Nacional com Cristina de Castro e Ana Paula Russo. O seu repertÃrio estende-se desde o Barroco até à mÃsica contemporÃnea, incluindo recitais de obras de compositores portugueses do século XX, um dos quais foi objecto de transmissÃo em directo pela Antena 2. Jà actuou sob a direcÃÃo de vÃrios maestros nacionais e estrangeiros, e os seus papéis em Ãpera incluem, entre outros, «Buona Fede», «Colas», «Bem», «Noye», «Guglielmo», «Masetto», «Zuniga», «Fiorello», «Belcore», «Brighella», «Marchese» e «Papageno», este no Teatro Nacional de SÃo Carlos, alé de ter sido o barÃtono da estreia absoluta de W, de José JÃlio Lopes, na Culturgest.

LuÃs SÃ Pessoa
Iniciou os seus estudos de Violoncelo, no ConservatÃrio Nacional de Lisboa, sob a orientaÃÃo de Pilar Torres, tendo terminado o curso superior em 1983. Frequentou igualmente a classe de InterpretaÃÃo de MÃsica Antiga, regida por Santiago Kastner. Como bolseiro da FundaÃÃo Gulbenkian, aperfeiÃoou-se na Holanda (Utrecht), junto de Elias Ariscuran e de Hidemi Suzuki (Violoncelo Barroco). Em Portugal tem participado em diversos festivais de mÃsica, e é professor de Violoncelo na Escola de MÃsica do ConservatÃrio Nacional de Lisboa.

Maria Nacy
Estudou ÃrgÃo no ConservatÃrio Municipal de MÃsica de Barcelona, na classe de Montserrat Torrent, e aperfeiÃoou-se posteriormente na Escola Superior de MÃsica e Artes do EspectÃculo de Viena, sob a orientaÃÃo de Michael Radulescu. Na qualidade de concertista jà actuou em vÃrios paÃses da Europa e dos EUA, e gravou dois CDs com obras de J. S. Bach e de J. Reubke, em Montpellier, um CD intitulado «Cinco Siglos de MÃsica», ao ÃrgÃo do Mosteiro de Valbona de les Monges (Lleida), e um outro CD, dedicado à mÃsica antiga ibérica e germÃnica, ao ÃrgÃo histÃrico de La Pobla de Cérvoles (Lleida). Mais recentemente, por ocasiÃo do 850º aniversÃrio da fundaÃÃo do Mosteiro de Santa Maria, gravou um CD a que deu o tÃtulo de «Bach al Monestir de Vallbona». Em 1991 comeÃou a leccionar a disciplina de ÃrgÃo no ConservatÃrio Municipal de MÃsica de Barcelona e, em 2002, tornou-se organista da parÃquia de Sant Bartomeu y Santa Tecla de Sitges (Barcelona), além de responsÃvel pelo ciclo de concertos de ÃrgÃo que ali se celebra. Rege regularmente masterclasses, em especial de mÃsica antiga ibérica, tanto no seu paÃs como no estrangeiro. No VerÃo de 2005, fundou a Academia de ÃrgÃo Barroco de La Pobla de Cérvoles, dedicada ao estudo da mÃsica antiga ibérica e europeia, da qual é professora e directora artÃstica.

Marta Vicente
Nascida em Lisboa, iniciou os seus estudos de mÃsica na FundaÃÃo Musical dos Amigos das CrianÃas, na classe de Contrabaixo de Adriano Aguiar. Estudou ainda com Alejandro Erlich-Oliva, Pedro Wallenstein e Duncan Fox. Participou em masterclasses ministradas por Jean-Marc Faucher, JoÃo Paulo Santos, Miguel Rocha e Florian Pertzborn. Actuou com diversos agrupamentos e orquestras, tais como a Contr'Orquestra, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra SinfÃnica Portuguesa e Sinfonietta de Lisboa, na qual trabalha regularmente. No Ãmbito da mÃsica antiga, frequentou masterclasses regidas por Rainer Zipperling, Peter Holtslag e Richard Gwilt. Jà actuou com os grupos Ars Antiqua, Segréis de Lisboa, Capela Real, Quarteto Arabesco, Sete LÃgrimas e La Nave Va. à membro, desde a sua formaÃÃo, em 2004, da orquestra barroca Divino Sospiro, com a qual se apresentou em Portugal, Espanha, FranÃa, ItÃlia, BulgÃria e JapÃo, sob a direcÃÃo de Enrico Onofri, Rinaldo Alessandrini, Harry Cristophers, Alfredo Bernardini, Chiara Banchini, Vittorio Ghielmi e Alberto Grazzi.

Miguel Bernal
Nascido em Alicante, estudou ÃrgÃo no ConservatÃrio Superior daquela cidade, sob a direcÃÃo de Adolfo Gutiérrez Viejo. Mais tarde, aperfeiÃoou-se nas classes de Esteban Elizondo, em San SebastiÃn, e de Xavier Darasse, no ConservatÃrio Nacional Superior de MÃsica de Lyon, aqui havendo obtido o Diploma Nacional de Estudos Superiores de MÃsica. Estudou igualmente Cravo e ContÃnuo junto de Jan Willem Hansen, no CNR de Toulouse. à doutorado em HistÃria e CiÃncias Musicais pela Universidade AutÃnoma de Madrid. Jà actuou nos principias festivais de Espanha, assim como em FranÃa, ItÃlia, SuÃÃa e EUA, e publicou inÃmeros artigos sobre o ÃrgÃo e a sua mÃsica, neste capÃtulo merecendo especial destaque uma nova ediÃÃo crÃtica da Facultad OrgÃnica, de Francisco Correa de Arauxo. Participa, na qualidade de docente, em cursos do seu instrumento em Espanha e é frequentemente convidado a reger masterclasses em prestigiados conservatÃrios europeus, de que se destacam o ConservatÃrio «Verdi» (MilÃo), o ConservatÃrio Superior «Jacopo Tomadini» (Udine) e o ConservatÃrio Nacional da RegiÃo de Rennes. Tem dirigido cursos internacionais de mÃsica na Universidade da Extremadura (Espanha) e foi jurado no III Concurso Internacional de InterpretaÃÃo de ÃrgÃo de Granada. Desempenhou as funÃÃes de professor especial de ÃrgÃo no ConservatÃrio Superior de Alicante e de catedrÃtico de ÃrgÃo no ConservatÃrio de CÃceres. Actualmente é catedrÃtico de ÃrgÃo no ConservatÃrio Superior de MÃsica «Manuel Castillo», em Sevilha, e integra, na qualidade de tesoureiro, a Junta Directiva da Sociedade Espanhola de Musicologia.

Paolo Crivellaro
Depois de haver completado os estudos de ÃrgÃo e de Piano em MilÃo e em Basileia, deu inÃcio a uma brilhante carreira de organista de concerto em importantes festivais internacionais, ao mesmo tempo que se dava a ouvir nas principais cidades europeias, em muitas das quais gravou discos e as suas actuaÃÃes foram difundidas pela RÃdio ou pela TelevisÃo. Jurado dos mais famosos concursos de ÃrgÃo europeus (Odense, Toulouse, Linz, Innsbruck, Praga, Freiberg e FÃssen) é frequentemente chamado a reger masterclasses em academias e universidades, e a leccionar, na qualidade de professor convidado, na Academia de ÃrgÃo da TurÃngia, Academia de ÃrgÃo de Fribourg, Academia de MÃsica Italiana de ÃrgÃo de Pistoia, Academia «Sibelius» de HelsÃnquia, Academia de ÃrgÃo da Andaluzia e Academia de ÃrgÃo de TÃquio. Desde 2001 que é professor de ÃrgÃo na Universidade das Artes de Berlim. Entre 1978 e 1992, a convite do PatrimÃnio de Tesouros HistÃricos e ArtÃsticos Italianos, foi responsÃvel pela inventariaÃÃo de 215 ÃrgÃos histÃricos no seu paÃs. A sua experiÃncia no domÃnio da histÃria do ÃrgÃo tem-no levado a proferir palestras e a escrever artigos, muitos dos quais publicados em revistas internacionais da especialidade. Como lexicÃgrafo, é autor da entrada «ÃrgÃo Italiano», escrita recentemente para o Lexikon der Orgel, editado pelo Dr. H. Busch (Laaber 2007).

Rui Baeta
Diplomado em Canto pela Escola de MÃsica do ConservatÃrio Nacional de Lisboa (1998), e em Canto pela Escola Superior de MÃsica de Lisboa (2002), frequentou ainda cursos de aperfeiÃoamento artÃstico em Blonay (SuÃÃa), em Salzburgo (Ãustria) e em Tours (FranÃa). Inicou a sua actividade como cantor profissional no Coro Gulbenkian (1994). Semi-Finalista do Festival e Concurso Internacional de Canto do Canal Mezzo (2008) e 1.º Prémio do Concurso RDP Jovens MÃsicos (1999), na classe de MÃsica de CÃmara – NÃvel Superior – com o pianista Paulo Pacheco, tem-se apresentado em recitais de «Lied» e «Melodie» com os pianistas Jeff Cohen, JoÃo Vasco de Almeida e JoÃo Paulo Santos. Para além de possuir um vasto repertÃrio, que se reparte pela Ãpera, oratÃria e recital, merecem especial destaque as suas participaÃÃes em Madama Butterfly (Puccini), Les Contes D’Hoffmann (Offenbach), La Fille du Regiment (Donizetti), HÃnsel und Gretel (Humperdinck), The English Cat (Hans Werner-Henze) Carmina Burana (Orff), Triumphslied (Brahms), Requiem (Fauré) Ein Deutsches Requiem (Brahms) e Petite Messe Solennelle (Rossini). Professor de Voz e Canto, é frequentemente convidado como director vocal de espectÃculos teatrais, musicais e televisivos.

Sérgio Silva
Iniciou-se em Piano, havendo depois prosseguido os seus estudos musicais no curso de ÃrgÃo, no Instituto Gregoriano de Lisboa. Actualmente, frequenta o mestrado em InterpretaÃÃo na Universidade de Ãvora, sob a orientaÃÃo de JoÃo Vaz. Frequentou diversos cursos de aperfeiÃoamento ministrados pelos mais conceituados intérpretes da actualidade. Apresenta-se, quer como solista, quer em colaboraÃÃo, com diversos agrupamentos. Desde 2005 que é organista titular da BasÃlica da Estrela e professor de ÃrgÃo na Escola Diocesana de MÃsica Sacra de Lisboa.

Susana Gaspar
Iniciou os seus estudos musicais aos sete anos, tendo prosseguido com a professora Vera Prockic na classe de piano da Escola Profissional de MÃsica de Almada. Em 1998 entrou para a Escola de MÃsica do ConservatÃrio Nacional para a classe de canto orientada por AntÃnio Wagner Diniz. Em 2005, sob a orientaÃÃo da professora Ana Paula Russo, finalizou o referido curso com a nota mÃxima.
Desde 2000 que pertence ao Coro de CÃmara de Lisboa dirigido por Teresita Gutierrez Marques, com o qual realizou concertos em Portugal, FranÃa, Espanha, México e Cuba.
Actualmente estuda como bolseira da FundaÃÃo Calouste Gulbenkian na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, na classe da professora Susan Waters.






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